Passo a Passo - Como fazer Paisagismo Naturalista
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| Pau de Leite (Himatanthus obovatus) Foto de @oscordados.mss |
Antes de entrar no paisagismo naturalista, é importante entender alguns conceitos básicos do paisagismo como um todo. Esses conceitos funcionam como a base para compreender melhor como os jardins são pensados, organizados e projetados.
Se você ainda não tem familiaridade com o tema, o ideal é começar pelas leituras abaixo, seguindo essa ordem. Elas vão ajudar a construir esse entendimento passo a passo.
Depois de ler, você pode voltar aqui com muito mais facilidade:
(1) Noções Básicas - Paisagismo
(2) Elementos da Comunicação - Paisagismo
(3) Princípios da Estética - Paisagismo
Assim, o conteúdo sobre paisagismo naturalista fica mais claro e faz muito mais sentido.
Enfim, continuando.
O paisagismo naturalista é um conceito amplo dentro do paisagismo contemporâneo. Ele não segue uma única fórmula e pode assumir diferentes abordagens, dependendo do contexto e do local onde é aplicado. Justamente por isso, esse tipo de paisagismo pode ser utilizado em vários tipos de espaços.
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| Jardim naturalista em espaço reduzido Foto de Petit Jardin |
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| Jardim naturalista em espaço reduzido Foto de Petit Jardin |
Já nos espaços residenciais grandes, como áreas externas mais amplas de uma casa, existe maior liberdade de criação. É possível trabalhar com um volume maior de vegetação, formar grupos de plantas mais extensos e criar transições mais suaves entre os diferentes ambientes do jardim.
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| Jardim naturalista em espaço amplo Foto de M.ERBS |
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| Jardim naturalista em Oxfordshire (Inglaterra) Foto de © Jason Ingram |
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| Jardim naturalista em Connecticut (EUA) Foto de Suzanne's Garden Tips |
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| Jardim naturalista em espaço amplo Foto de Petit Jardin |
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| Jardim naturalista em espaço amplo Foto de Petit Jardin |
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| Jardim naturalista em espaço amplo Foto de Petit Jardin |
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| Jardim naturalista em espaço amplo Foto de Petit Jardin |
Nas áreas públicas, como praças, parques e canteiros urbanos, o paisagismo naturalista precisa atender a outras exigências. Por serem espaços de uso coletivo, é fundamental considerar a circulação de pessoas, a acessibilidade, a durabilidade das plantas e o impacto visual em grande escala.
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| Jardim naturalista em parque público Foto de Staudenwiese |
O paisagismo naturalista pode ir desde projetos mais simples, pensados para a recuperação de áreas alteradas pela ação humana, até projetos mais complexos, nos quais o trabalho do designer tem maior destaque.
Um exemplo de projeto mais simples são os jardins de chuva, que são áreas criadas para receber e conduzir a água da chuva. Em alguns casos, quando eles seguem critérios técnicos mais rigorosos, esses jardins naturalistas também podem ser considerados jardins regenerativos.
Já os projetos mais complexos podem ser exemplificados pelos jardins de Piet Oudolf, viveirista e paisagista renomado, autor do livro "Planting a New Perspective". Seus jardins têm forte base ecológica, mas são cuidadosamente planejados do ponto de vista estético.
Apesar das diferentes abordagens, a ideia é sempre a mesma. A ideia central do paisagismo naturalista é utilizar o design para valorizar tanto a função quanto a aparência da vegetação, criando espaços que se aproximem do funcionamento da natureza.
Em vez de trabalhar com plantas isoladas ou grandes áreas ocupadas por uma única espécie, essa abordagem utiliza a combinação de diferentes plantas, formando comunidades vegetais mais ricas, integradas e equilibradas.
Essas combinações produzem um efeito visual mais natural, inspirado nas paisagens naturais, sem abrir mão do planejamento e do controle técnico do projeto. O resultado são jardins mais resilientes, com maior capacidade de adaptação ao longo do tempo.
A diversidade de espécies pode variar conforme os objetivos do projeto. Alguns jardins naturalistas apresentam alta diversidade vegetal, enquanto outros adotam composições mais simples.
Em todos os casos, o manejo é fundamental para manter a consistência da vegetação ao longo do tempo, sendo que sistemas mais diversos podem exigir maior acompanhamento e investimento para garantir o bom desenvolvimento das espécies.
O paisagismo naturalista envolve muitos conceitos, e não é possível aprender tudo de uma vez só. Por isso, eu organizei os conteúdos em tópicos, facilitando a compreensão do processo.
Recomendo que você leia os tópicos na ordem apresentada, pois cada tema ajuda a entender melhor o conteúdo seguinte.
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| Jardins de chuva no Oudolf Detroit Michigan, EUA Foto de meristemhorticulture.com |
Já os projetos mais complexos podem ser exemplificados pelos jardins de Piet Oudolf, viveirista e paisagista renomado, autor do livro "Planting a New Perspective". Seus jardins têm forte base ecológica, mas são cuidadosamente planejados do ponto de vista estético.
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| Jardins complexos de Piet Oudolf Foto de www.learningwithexperts.com |
Apesar das diferentes abordagens, a ideia é sempre a mesma. A ideia central do paisagismo naturalista é utilizar o design para valorizar tanto a função quanto a aparência da vegetação, criando espaços que se aproximem do funcionamento da natureza.
Em vez de trabalhar com plantas isoladas ou grandes áreas ocupadas por uma única espécie, essa abordagem utiliza a combinação de diferentes plantas, formando comunidades vegetais mais ricas, integradas e equilibradas.
Essas combinações produzem um efeito visual mais natural, inspirado nas paisagens naturais, sem abrir mão do planejamento e do controle técnico do projeto. O resultado são jardins mais resilientes, com maior capacidade de adaptação ao longo do tempo.
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| Jardim naturalista Foto de publicism.info |
A diversidade de espécies pode variar conforme os objetivos do projeto. Alguns jardins naturalistas apresentam alta diversidade vegetal, enquanto outros adotam composições mais simples.
Em todos os casos, o manejo é fundamental para manter a consistência da vegetação ao longo do tempo, sendo que sistemas mais diversos podem exigir maior acompanhamento e investimento para garantir o bom desenvolvimento das espécies.
O paisagismo naturalista envolve muitos conceitos, e não é possível aprender tudo de uma vez só. Por isso, eu organizei os conteúdos em tópicos, facilitando a compreensão do processo.
Recomendo que você leia os tópicos na ordem apresentada, pois cada tema ajuda a entender melhor o conteúdo seguinte.
Tópicos do Paisagismo Naturalista
(1) Diferença entre o Paisagismo Tradicional e o Paisagismo Naturalista
(2) A Organização do Paisagismo Naturalista
(2) A Organização do Paisagismo Naturalista
(3) As 3 Regras Básicas do Paisagismo Naturalista
(4) A Escolha das Espécies no Paisagismo Naturalista
(4) A Escolha das Espécies no Paisagismo Naturalista
Agradecimentos
Gostaria de agradecer, primeiramente, ao meu amigo Bruno (@fromsertao), que foi a pessoa que me disponibilizou os livros fundamentais para a construção deste trabalho (materiais essenciais para o meu entendimento sobre o tema).
Além de geógrafo, arquiteto e paisagista, Bruno é um ativista que atua em defesa da conservação do bioma Cerrado. É graças à sua generosidade, apoio e compromisso com o conhecimento que este guia/curso pôde se tornar realidade e chegar até vocês.
Em segundo lugar, deixo meu agradecimento aos meus queridos amigos/seguidores do Instagram, que prontamente se dispuseram a ajudar quando pedi apoio. A princípio, a ideia era apenas receber uma “olhadinha” no texto final, mas muitos de vocês foram além, realizando leituras atentas e revisões profundas. Esse cuidado coletivo fez toda a diferença e contribuiu enormemente para a qualidade do conteúdo apresentado aqui.
Como diz o provérbio:
“Se quer ir rápido, vá sozinho; se quer ir longe, vá em grupo.”
Muito obrigado a todos vocês, de coração.
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